Impressões de hoje. Parte I

Hoje estive no simpósio nacional de história, a anpuh, que está essa semana toda ocorrendo na USP. Nuca tinha estado em nenhuma antes e decidi me inscrever por ser em São Paulo esse ano.

Primeiramente, as filas. Pegamos todos uma fila imensa para cadastramento e depois para conseguir os tickets do restaurante, não para hoje, afinal a fila demorou tanto que fechou o mesmo e o jeito foi comer um lanchinho mesmo. Difícil foi achar lanchinho que não fosse de carne… ¬¬

Filas a parte, quem estava trabalhando por lá disse que 8 mil pessoas se inscreveram e acredito que tinha quase tudo isso mesmo. A tentação de comprar livros na feira é beeeem grande!🙂

Assisti ao simpósio sobre história e música popular, assunto que sou leiga perante às pessoas presentes lá, mas me fez pensar bastante sobre a questão que foi levantada em quase todas as apresentações mas que só pegou fogo no final, quando discutia-se até que ponto a música regional é de fato regional e quando é nacional, eu divido a opinião que devemos pensar no contexto do período em que se insere a música e por quem ela é cantada (no período, isso é o mais importante ao meu ver). Em um período como o que estamos, não me referindo somente à música, mas a outras formas de arte, como cinema ou teatro, pode ser considerado cult um artista como a Fernanda Takai por exemplo regravando sons que antes eram tidos como regionais, mas se um artista que não tem a mesma repercussão e encontra-se no que chamo aqui vulgarmente de “circuito do brega” por exemplo, a mesma música torna-se regional e muitas vezes ruim para muitos.

Esse debate vai longe, e foi mesmo. O simpósio atrasou pra terminar, rs, mas valeu a pena. Penso que hoje é muito interessante figuras cult do cenário artístico buscarem algo mais “raiz” para seu repertório. Esse debate é rotineiro pra mim, já que sou fã confessa de música e filmografia considerada “do povo”, aquela que todo mundo gosta toca nas rádios (música) e é assistido no cinema do shopping (filme), rs.

Afinal, qual o problema de ser brega? Uma das pesquisas que mais gostei falava sobre o brega no Pará, um pouco de sua história e como é visto. Hoje o brega dos anos 80 é cult! Assim como a moda que, 10 anos depois é ultrapassada, 20 anos é impensável de ser usada e 30 anos torna-se vintage! ui! Assim ocorre com diversos nichos culturais que permeiam nossas vidas…

*PS: Não sabia da história que o Roupa Nova recusou um prêmio por ser de música popular, e não de MPB. Claro, que eles não querem ver sua música como do povo, mas que atire a primeira pedra quem nunca cantou Roupa Nova no karaokê, rs!

Estou com muita dor no pé por pegar tudo aquilo de fila em pé e andar pra lá e pra cá, mas o melhor são as amizades que fazemos na fila. Hoje fiz uma muito bacana, que trouxe reflexões acerca da profissão de historiador e de professor, como trabalhar em escolas da periferia com as dificuldades da escola e dos alunos, com a falta de estrutura e como driblar isso para nos causar menos stress e mais realização. Fiquei bem feliz por ter conhecido mais uma pessoa que mostra que vale a pena ainda lecionar!

Banho e soninho.

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