Astrológica 2011

Entre os dias 15 e 17/07 ocorreu na Gaia Escola de Astrologia, a Astrológica 2011!

Com a presença de renomados astrólogos e muitos temas bacanas, o congresso astrológico desse ano foi de bastante proveito. Vou falar um pouco sobre o que vi e gostei muito.

Na sexta feira, a Astrológica foi aberta com a exibição do filme “Nós que aqui estamos por vós esperamos” de Marcelo Masagão. Que discute o tema morte e morrer, tratando principalmente de história e memória, refletindo a respeito da memória que deixamos diante desse sistema capitalista cujo lema é produzir e não existir. Para tal efeito, Masagão utiliza-se de pequenos recortes biográficos de personagens “importantes” ou não que por aqui passaram. Lembro-me muito bem da família toda que morreu na guerra ou do homem que queria voar… O filme é completamente sem locução, tendo como fundo somente a trilha sonora de Win Mertens, efeitos sonoros e silêncio. É um filme familiar pro pessoal que estudou história, como eu. Muito bem escolhido para discutirmos a sociedade atual.

Logo depois a palestra que eu assisti de fato, com Rodrigo Reis – A Mitologia de Urano.
Rodrigo partiu do mito de Urano para discutir as tecnologias digitais. Como nos mostra o release da palestra o mito foi o ponto de partida, pois ao longo da palestra o assunto torna-se tão caloroso e interessante que até esquecemos da parte mais bela da mitologia. Rodrigo me envolveu, com tudo que disse, com o material levado e com as pinceladas de filosofia, psicologia, cinema e com a forma como tudo isso foi conduzido e interligado através do tom provocador, característico de Urano, de sua fala.
Rodrigo falou sobre o filme  “A era da estupidez” – muito bom por sinal! Abordando a temática ambiental que hoje está em voga, e opinião minha, um pouco tarde para estar. Mostrou-nos que em 2015 a temperatura se elevará em 2°, e que se a mesma elevar 2,5° o ser humano não terá mais condições de controlar os efeitos disso. Então me pergunto? Onde estamos agindo? O ser humano tem uma grande habilidade em lidar com o imprevisto, com o caos assim que ele se instaura, e não tem condições de se preparar para um futuro tão próximo quanto esse? Penso, a partir dessa questão, no tsunami, no qual muitas mortes poderiam ter sido evitadas. Enfim…
Poderia fazer um post todo somente para a fala de Rodrigo. Mas posso destacar algumas coisas muito importantes ao meu ver. A diferença das palavras e como as usamos, estupidez vem de inteligência (capacidade de conectar todas as informações à realidade, transformando-as em experiências, senso crítico se encaixa aqui), ignorância = não informado e sabedoria tem relação com as experiências. Só dessa parte eu poderia discutir a questão dos idosos no nosso país, a ignorância que nossa população sofre, mesmo tendo acesso à informação da mídia em geral (especialmente a mídia sensacionalista, grande sucesso por aqui)…
O termo sucateamento subjetivo, que é a síntese da sociedade atual, a qual temos a ilusão de produzir muito e no fundo estamos apenas consumindo tudo pronto e trabalhando de forma alienada para outros. A dependência dos aparelhos eletrônicos e por aí vai. Tem muito mais que vou comentando por aqui depois. Ah, e Rodrigo encerra com um trecho de Wall-e, melhor forma possível.
Na sexta, só pude assistir até aí, mas tivemos também o lançamento de Revolutia, do grupo Gaia Brasilis, que dispensa comentários na qualidade de seus trabalhos.

No sábado assisti a parte das palestras, e me chamou atenção a relação de Astrologia e Psicoterapia de Jose Esteban Amaro Ayala, que falou-nos sobre terapia gestalt e muitos temas que costumamos abordar especialmente em arteterapia e pensando na saúde mental primeiramente. Falou-nos por exemplo de quando um coração é doado, pode acontecer de o receptor apaixone-se pela mesma pessoa do doador. Interessante pensar sobre isso sem uma visão de filme americano com final feliz… Lembrei-me de minha amiga Cida ao ouvir essa palestra, ele falou que a Gestalt é o aqui e agora, o que fazemos, a mudança de atitude. Só faltou os estalinhos, yé!

Depois tivemos o Greg, abordando as qualidades primitivas, tema muito importante para a compreensão da astrologia, o Greg dispensa comentários meus, só devo-lhe os parabéns!

Fechando o sábado, Anna Maria da Costa Ribeiro, que é maravilhosa, e com todo respeito lembra demais duas pessoas da minha família muito queridas pra mim… até me emocionei ao conversar com ela.
Anna falou a respeito da astrologia kármica e seu uso na prática, sua fala é objetiva e nos seduz a querer conhecer mais sobre qualquer assunto. Sou uma das inscritas com certeza do curso que ela dará por aqui… só faltou mesmo meu livro autografado, todo mundo comprou antes…😦

Agora sim, a última foi com Eduardo Maia, falando um pouco sobre Netuno e a Fonte dos desejos, na verdade ele falou bastante, como bom geminiano que é. Mais um curso que fiquei com vontade de fazer. Um tema que Eduardo puxou durante a entrevista com o Robs foi na questão da regulamentação da profissão, tema esse que daria também um grande escrito e muitas opiniões. O que mais me assustou ao pensar sobre essa questão foi: “Meu Deus, mais uma profissão enrolada que escolhi”. A quem não sabe, a profissão de historiador ainda está na mesma situação. E também gera uma discussão intensa, como gerou entre mim e minha amiga de anpuh, Mara, que conheci na fila pro ticket do bandeijão, rs!

No domingo, estive mais na parte da tarde, vi um pedacinho da super simpática patrícia Valente falando sobre mercúrio, e gostei muito do destaque que fez para a alquimia, a qual vou estudar mais a fundo por agora…

Vimos Marcia Bernardo falar sobre pessoas nascidas em eclipses, e confesso, que medo. Muitas histórias difíceis, ou de pessoas de destaque porém com histórias marcantes também, como João paulo II; Marx; Renato Russo; Príncipe William, no qual o casamento do pai deveria ocorrer no dia da morte do papa aqui referido, e sim, era um eclipse, a esposa atual de Charles também nasceu em um eclipse e Diana morreu um dia antes ao eclipse. Fiquei com vontade de pesquisar mais.

Em seguida assisti ao Brito e ao Célio falando sobre astrologia horária que sempre é muito interessante, terei o prazer de saber mais sobre o assunto com eles esse semestre.🙂

E encerrei assistindo a super simpática Teca Mendonça, falando sobre como fazer um bom atendimento. Gostei muito da relação que ela fez com Winnicott, falando sobre a mãe suficientemente boa. Gostei muito do que ela disse sobre vivermos criativamente, já que vivendo dessa forma tornamo-nos capazes de nos preocupar com nossa destrutividade e fazer algo a respeito, criar algo novo, pensando assim, na relação entre saúde  e presença do impulso criativo. Taí minha opinião compartilhada. Como arteterapeuta que serei, quero trazer justamente as pessoas esse impulso criativo que nos é tirado nessa sociedade dita tão racional em que vivemos. Meus parabéns para a teca também! Muito bom.

Eu ficaria muito mais tempo filosofando sobre o que vi e gostei da astrológica, mas… isso sempre vamos fazendo por aqui.

Meus parabéns aos organizadores, foi mais uma boa experiência.

 

 

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