Workshop: Criando mandalas com os quatro elementos

Uma dica de workshop para o pessoal

 

Neste workshop, criaremos mandalas artísticas relacionadas aos quatro elementos da astrologia, para isso cada participante também saberá qual elemento é mais presente em sua vida e qual deve trabalhar mais para garantir qualidade de vida.

Cada participante levará pra casa o conhecimento sobre os elementos e uma linda mandala referente a cada um deles.

O Worshop será ministrado por:

Carla Ruiz – historiadora, astróloga, taróloga, graduanda em psicologia e pós graduanda em arteterapia

Marcia Regina Fiqueira – artista plástica, arte-educadora e pedagoga, pós graduada em artes plásticas e pós graduanda em arteterapia

Data: 05/11/11
Horário: 13:00 às 18:00
Local: Ateliê Pachamama – Ferraz de Vasconcelos
Valor: 50,00

Conto com a presença de vocês!

 

Signo de Libra

Semana passada entramos no signo de Libra, juntamente com a delícia da Primavera. E no céu, estamos não só com o Sol por lá, Saturno, Vênus e Mercúrio marcam presença, a Lua está por lá, mas indo embora para escorpião já.

Com tantos planetas em Libra, estamos em um bom período para buscar o equilíbrio no nosso trabalho, na comunicação, nas relações em geral e claro, em nós mesmos. Libra é o signo da harmonia, da diplomacia e também da indecisão e do belo, já que é regido por vênus, por isso é um bom momento para usarmos nossa criatividade da melhor forma em várias situações. Quem gosta de arte, ou de arteterapiar como eu, pode aproveitar e criar.

Vamos aproveitar a primavera, e esse período de Libra para sermos simpáticos e agradáveis, sempre buscando a harmonia.

 

Um trechinho do livro “Os astros e o amor” de Liz Greene, nos mostra um pouco sobre o libriano no amor:

“Libra é capaz de dedicar a um relacionamento muito tempo e energia, o que é algo muito raro de se achar, e ele ou ela normalmente estão sempre tentando fazer ajustamentos e acordos, pois assim é a natureza de Libra. Sua necessidade de companhia também o faz muito sociável (…)”

“(…) é um signo que ama as pessoas, e mesmo o libriano mais calado e introvertido precisa de um amigo e companheiro com quem partilhar seus sonhos e ideias.”

 

Deixo com vocês um vídeo da libriana Gwen Stefani, a música Cool. (Quer mais diplomacia que essa?)

 

Beijocas a todos

 

Oficina de Criatividade: Inscrições abertas!

Pessoas, estão abertas as inscrições para a nova Oficina de Criatividade: Arte, Música e os quatro elementos.

Nessa oficina, trabalharemos em 6 encontros a integração dos elementos Fogo, Terra, Ar e Água através da visão da astrologia. Trabalharemos com arte e música, reunindo o conhecimento dos elementos à Psicologia Junguiana, trazendo aos participantes autoconhecimento e equilíbrio.

Arte, Música e os 4 Elementos

Professores Carla Ruiz e Gregório Queiroz

Pessoal, estamos no aguardo das inscrições, essa oficina será super bacana e com certeza teremos momentos bem agradáveis!😉

Na espera de um casting…

Hoje estava eu fazendo algo que é fora do comum ultimamente, um teste para publicidade… (Pra quem não sabe, já fiz uns poucos comerciais e fotos) Algo fora do comum porque digamos que meu perfil mudou, aumentou um pouco, rs.

Estava esperando e resolvi pegar uma “vejinha” que tinha lá, não vi nem de quando era; além da matéria sobre a moda retrô, o que me chamou a atenção foi uma matéria sobre os aspirantes a comissários de bordo, coisa que também já fui (pois é, rs). A matéria falava sobre a famosa sobrevivência na selva, assunto que acho que todo mundo fica curioso, pois quando fiz a record gravou e ainda é falado…

Além de mostrar os perrengues todos que passamos durante esse processo, a reportagem trazia algo que achei que já tivesse acabado nas escolas: matar uma galinha pra comer. Ok, eu não sou nenhuma ativista vegan, mas sou a favor da não crueldade com os bichinhos, e fiquei bem pensando na ênfase que a revista dava a fome dos pobres estudantes que ficaram 14 horas na sobrevivência e voltariam para a casa depois, sujos e cansados…

Tudo isso se reportava a uma escola, que não foi a que estudei, e o que li era o seguinte: o instrutor tinha escolhido a moça que escolheu a profissão pelo glamour (?), para ser a pessoa que degolaria a tal galinha. Chorando a menina pergunta: “mas coitada, preciso fazer isso mesmo?” E a regra é clara: se ela não matar a galinha, todo o grupo perde um ponto, e se perderem cinco pontos, adeus sobrevivência e adeus 300 reais investidos nessa fase. Não li toda a matéria, pois logo fui chamada, não sei se a galinha foi morta por ela ou não.

E aí fui embora pensando nisso, que absurdo é esse de matar um bicho, amarrado de ponta cabeça em uma árvore, sem defesa alguma, pra “comer” (porque duvido que tenham coragem de comer toda a carne), com a desculpa que é prova de sobrevivência na selva??

Primeiro, seria mais honesto caçar a tal galinha em questão, afinal se o avião fizer pouso forçado não teremos “pés de galinhas” por toda a parte. Segundo, ninguém morre de fome em catorze horas, como a revista fez todo o drama, terceiro, quem tem fome de verdade come capim, folha de árvore, se vira.

Lembro-me que quando fiz a sobrevivência, ficamos 3 dias, os mais frios daquele ano, lá nos idos de 2004 (senhor, faz tempo… rs). E não tivemos tanta fome pra colher galinha diretamente do pé. O que nos foi oferecido foi 2 batatas e uma cenoura, se não me engano, para 80 pessoas e água do rio para fazermos uma sopinha bem gostosa, cheia de areia… Todo mundo tomou um ou dois copos, comeu frutas estranhas da árvore e o que parecia comestível diretamente da natureza. Ninguém morreu, e algumas pessoas estão na aviação do mesmo jeito. Aprendemos muito, fizemos sobrevivência no mar naquele frio, aprendemos a nos localizar, a montar barracas com saco plástico, a fazer resgate, cuidar de ferimentos, etc etc etc… Sem crueldade com bichinhos.

Não é preciso escolher a mocinha mais delicada da turma pra fazer esse serviço sujo e mesquinho de ser humano egoísta para ser um bom profissional.

Se isso ocorresse comigo, certeza que a turma iria perder os tais pontos, e se outro matasse, eu perderia mais pontos, porque não comeria. E nem por isso a escola poderia tirar meu certificado.

Até quando o ser humano vai ser mesquinho e patético? Até quando vamos expor animais a situações como essa, só pra provar que somos “fortes”?

Deixo aqui minha repulsa a essa instituição que diz formar profissionais capacitados, mas utiliza-se de meios nada humanos para isso.

Oficina de Criatividade, inscrições abertas!

Gente, dia 02/09 começa a nova Oficina de Criatividade: O equilíbrio dos quatro elementos através da música e da arte. Ministrado por mim e pelo Gregório Queiroz! Todas as informações abaixo, ou no http://www.gaia-astrologica.com.br

Enjoy!!!

Oficinas Transdisciplinares
“Toda escola superior deveria oferecer aulas de arte, filosofia e história. Assim fugiríamos da figura do especialista e ganharíamos profissionais capacitados a conversar sobre a vida” Oscar Niemeyer

Com esse espírito, a Gaia realiza cursos transdisciplinares envolvendo várias áreas do conhecimento humano, para ampliar a visão do astrólogo e outros profissionais e pessoas interessadas em entender e conversar sobre a vida. Cursos rápidos nas mais diversas áreas (ética, arte, filosofia, psicologia e religião) que introduzem a um novo tipo de pensamento e visão do mundo. Oficina de Criatividade
O Equilíbrio dos 4 Elementos através da Música e da Arte

com Gregório Queiróz e Carla Ruiz

Oficina em 08 encontros visando atingir o equilíbrio do temperamento por meio dos 4 Elementos, trabalhados com recursos musicais e artísticos.

Reunindo conceitos e práticas da Arteterapia, da Musicoterapia e de Jung, quanto às funções da consciência (intuição, sensação, sentimento e pensamento), a Oficina propõe uma ampliação da qualidade de vida através de práticas musicais e artísticas. Haverá apresentações teóricas e atividades práticas para cada um dos Elementos.

 

Esta Oficina reúne o conhecimento da Astrologia e as práticas de musicoterapia e de arteterapia como meios para o participante trabalhar suas funções em direção a uma maior harmonia.

 

É uma oficina interagindo música e arte, com intuito de equilibrar os quatro elementos, pensando-os de acordo com a astrologia.

 

Na primeira fase trabalharemos os elementos em si, a ação deles em nós, como reagimos a cada um deles.

 

Na segunda etapa propomos o equilíbrio entre eles em nós, para isso veremos no mapa astral o quanto temos de cada um, trabalhando-os novamente na via do equilíbrio.

 

1°aula: Apresentação da Oficina. Apresentação e interação do grupo. Exposição: Características do elemento Fogo. Sensibilização musical – musicoterapêutica do elemento Fogo: ritmo.Atividade arte terapêutica. Diálogo.

2°aula: Devolutiva da aula anterior.Exposição: Características do elemento Terra.Sensibilização musical – musicoterapêutica do elemento Terra: timbre. Atividade arte terapêutica.Diálogo.

 

3° aula: Devolutiva da aula anterior. Exposição: Características do elemento Ar. Sensibilização musical – musicoterapêutica do elemento Ar: harmonia. Atividade arte terapêutica. Diálogo.

 

4° aula: Devolutiva da aula anterior.Exposição: Características do elemento Água.Sensibilização musical – musicoterapêutica do elemento Água: melodia. Atividade arte terapêutica. Diálogo.

 

5°aula: Devolutiva da aula anterior.Explanação sobre os temperamentos no mapa de cada aluno. Como equilibrar o elemento Fogo. Sensibilização musical – musicoterapêutica para equilíbrio de Fogo. Atividade arte terapêutica.Diálogo.

 

6°aula: Devolutiva da aula anterior. Como equilibrar o elemento Terra. Sensibilização musical – musicoterapêutica para equilíbrio de Terra. Atividade arte terapêutica. Diálogo.

 

7° aula: Devolutiva da aula anterior. Como equilibrar o elemento Água. Sensibilização musical – musicoterapêutica para equilíbrio de Água. Atividade arte terapêutica. Diálogo.

 

8° aula: Devolutiva da aula anterior.Como equilibrar o elemento Ar. Sensibilização musical – musicoterapêutica para equilíbrio de Ar. Atividade arte terapêutica. Diálogo. Fechamento.

 

Oficina
Oficina de Criatividade
O Equilíbrio dos 4 Elementos através da Música e da Arte
Carga Horária: 08 aulas • 20 horas

 

Datas
início: 01/09/2011
término:21/10/2011
Sextas à tarde (15:00/17:30) ou
Sextas à noite (19:30/22:00)

 

Valores
2 x R$ 170,00

Reservas
Gaia Escola de Astrologia
(11) 5084-3256
gaiasp@gaiaescoladeastrologia.com.br

Local
Gaia escola de Astrologia

Rua Afonso de Freitas 367 • Paraíso
São Paulo • SP • 04006-051
T. (11) 5084-3256
próximo ao Metrô Paraíso (linhas Azul e Verde) • nas imediações da Av. Paulista

 

Estacionamento conveniado SM Park, no Hotel Matsubara • Rua Cel Oscar Porto 836 • térreo


 

Algumas considerações sobre a educação e os educadores

Para começar um texto sobre esse tema, que é hoje, polêmico, posso dizer que o que vou discorrer aqui são opiniões de educadores de verdade, e que sim, se sentem ofendidos com acusações como do vereador Dario Burro (DEM).

Ofender-se por que? É a pergunta chave aqui, já que diante de discursos que vemos circulando pela internet, quem de fato é educador não se ofende com acusações do tipo: o professor quer ter gastos maiores do que seu salário, ou o professor é covarde.

Como sabemos, minha formação é em história, e percebi que a educação era uma das minhas paixões quando dei aula de alfabetização de adultos, em uma formação de EJA na escola que estudei. Os alunos eram, em sua maioria, pessoas com mais de 55 anos que tinham intensas dificuldades de aprendizagem devido à falta de oportunidade de estudo que nosso sistema capitalista, que nos transforma em máquinas de produção, proporciona. Durante aquele período que decidi que seria educadora, pois ficava extremamente feliz em perceber os potenciais daquelas pessoas, em especial de um Sr. que eu sempre cobrava as lições por ver que ele poderia ler e escrever, mesmo que todo aquele universo era “muito complicado” de acordo com suas próprias palavras, e quando eu recebia um “muito obrigado” era o que eu tinha de mais gratificante. Esse trabalho era voluntário, e eu trabalhava cerca de 8, 10 ou 12 horas em loja de shopping para pagar as contas, ou seja, lindamente dentro do sistema capitalista. O fato de trabalhar voluntariamente e sustentar o sistema me torna uma educadora? Acho que não. O que torna é a valorização dos potenciais do outro, a forma de ensino, entre outras coisas.

O ensino hoje no Brasil está caótico, com escolas sem o mínimo de estrutura, progressão continuada, cada vez mais famílias desestruturadas de todos os lados (professores e alunos), professores despreparados, baixos salários, e muitos outros problemas.

Sobre a questão do salário, se formos pensar no tempo que o professor trabalha, estuda, prepara aulas, corrige trabalhos e provas, o salário é extremamente baixo. Diante de um sistema capitalista como o nosso, o salário é uma das motivações  para obtermos melhor desempenho dos funcionários, outros recursos poderiam ser trabalhos motivacionais, palestras, cursos, ou mesmo a abertura para que o professor possa se atualizar por conta própria. O salário base de um professor iniciante (ou seja, categoria O) é em média 1000,00, raramente passa dos 1200,00, o de um vereador é bem maior, nem preciso dizer. Trabalhando em um shopping, sem formação, ganhamos bem mais. Imagine manter uma família com filhos. De fato a situação é sim, bastante complicada. Em qualquer outra profissão, vemos essa desumanização. Posso citar o problema da saúde pública, ou até vinculada a convênios que vemos hoje, com médicos que te atendem em 5 minutos, lutando por melhores salários. E estes são uma categoria muito mais unida que professores.

Outro problema é a desestrutura familiar, hoje ainda mais comum. Professores que já vêm de famílias desestruturadas e alunos mais ainda. O que já vi de caso de violência em casa, abuso, maus tratos em geral é impressionante, e posso dizer, isso tudo é muito maior em casa do que por parte de professores dentro da escola. Hoje temos casos de alunos ameaçados por professores? sim, sem dúvida. E também muitos casos de alunos ameaçando professores, como já soube de alunos de 5° ou 6° série que fazem isso, o que piora com o aumento da idade.
Como venho de uma família de professores da rede pública, nas quais realizo algumas vezes trabalhos voluntários, sendo que hoje não atuo, conheço esses problemas de perto.

Nesse vídeo, Dario Burro acusa os professores de perversidade, ao alegar que eles tratam mal os alunos pobres para que estes continuem sem aprender para não disputar vagas no mercado de trabalho com os filhos deles, e ainda diz que depois acusamos os políticos de maquiavélicos; então me pergunto: Os filhos de todos os professores estão na escola particular? Tem professor que mal tem dinheiro para pagar as contas. A grande diferença é que os professores são presentes na educação de seus filhos, independente da escola. Ainda aqui posso dizer que não devemos culpabilizar os alunos que não tem interesse ou que não tem os pais presentes, afinal somos todos parte do mesmo sistema, esse sim que deve ser culpabilizado por algo.
Ouvimos de alunos diariamente, “eu não estou nem aí, no final do ano eu passo mesmo”, e isso é culpa do aluno? Também não, esses são diariamente condicionados a pensar dessa forma em nosso sistema. O mercado de trabalho é disputado sim, inclusive para os professores, sendo que muitos têm medo de lutar por melhores condições de trabalho e melhores salários, pois não podem ficar sem o salário que sustenta a si e à sua família.
“Conhecimento é poder” Dario diz em seu discurso. Infelizmente o conhecimento é poder, e temos pessoas que afirmam e apoiam isso. Dario diz que os alunos devem estudar para mostrar para os professores que não precisam deles. Precisam de quem então? De políticos que cada vez mais acabam com sistema educacional? Precisam de sistema de cotas em universidades públicas para entrarem sem conseguir acompanhar os que estão lá e vieram de escolas particulares?  Não, o que precisamos é de uma escola pública com mais recursos (ah, aqui cabe lembrar a questão da verba destinada à educação, que não é investida para a melhoria da mesma.), com professores que tenham condições de se atualizar, estudar e trabalhar a quantidade de horas justa para proporcionar a seus alunos aulas que possam dialogar com seus interesses e pensar no conhecimento prévio do aluno (aí entramos na questão de ensino que Dario defende. A Pedagogia de Paulo Freire, como veremos no outro vídeo). Com dois cargos e 5o aulas isso torna-se inviável.
Precisamos de salas com menos alunos. Hoje a escola particular conta com o máximo de 25 alunos por sala, o que ainda é um número considerável, imagine as salas com 40, 50 alunos que temos na escola pública? Como, em 50 minutos de aula, podemos fazer toda a parte burocrática da escola e ainda se preocupar com a bagagem de cada um?

Este é outro ponto importante a ser pensado, e que é ignorado por Dario em seu discurso.

Ouvimos falar muito de construção no ensino (como diria o construtivismo piagetiano), temos que estudar Piaget para prestar um concurso por exemplo, porém o que vemos na escola é uma aplicação absurdamente errônea do que nos diz Piaget, e outros psicólogos e educadores (aqui cabe paulo Freire também).

Volto a questionar, são os professores que querem alunos alienados e sem perspectiva, ou é quem é responsável pelo sistema de ensino que os quer para que possamos ter cidadãos inconscientes de seu voto, que elejam candidatos que não sabem qual a função de um deputado, ou que elejam mulheres fruta, e pessoas que fazem muito barulho quando estamos com data de eleição bem próxima. Vale refletir sobre isso.

Uma educação interessante, trabalha o lúdico, a brincadeira com as crianças. Traz o que tem de mais “gostoso” do mundo delas para a realidade educacional e  trabalha em cima disso. Como nos mostra Vygotsky: “A criança não escreve versos ou desenha porque nela se revela um futuro criador mas porque nesse momento isso é necessário para ela e ainda porque em cada um de nós estão radicadas certas possibilidades criadoras.”
Agora pergunto? Como isso é possível em um sistema que ainda somos condicionados a ser robôs trabalhando no mesmo cargo, com funções alienadoras para outras pessoas? Já que não temos que questionar nada, para que desenvolver o aprendizado, virar cidadãos que questionam a sociedade e a política?
Para Vygotsky ainda: “O pensamento não é simplesmente expresso por palavras; é por meio delas que ele passa a existir”. Então volto a questão. Para que o conhecimento diante de nosso momento político atual? Se temos políticos eleitos que não sabem sequer ler, por que teremos cidadãos conscientes?

Tenho a felicidade de dizer que como educadores, tentamos sempre conscientizar nossos alunos do absurdo que se encontra a educação. E ainda tenho orgulho de dizer que conheço excelentes professores-educadores, de diferentes faixas etárias e que estiveram na escola em épocas diversas (alguns ainda estão), que sim, se preocupam com a situação da educação hoje, e que se desdobram para tentar trazer o que têm de melhor aos seus alunos, que muitas vezes precisam ser ouvidos e valorizados também.
Fico feliz como futura arteterapeuta em saber que poderei ajudar algumas crianças em escolas, como tentamos fazer, e de afirmar que somos educadores e ainda nos resta esperança na educação, não pelo nosso sistema educacional, e muito menos pela ação de políticos, mas sim através de nosso esforço e dedicação, mesmo com tantos problemas.

“Só podemos olhar o outro e sua história se temos conosco mesmo uma abertura de aprendiz que se observa, se estuda, em sua própria história.”
Madalena Freire   (sua pedagogia é incrível, assim como a de Paulo, mas impossível de ser aplicada na situação da escola pública atual)

Por enquanto isso é um pouco do que gostaria de dizer.

Falando um pouquinho de cura através da mitologia africana.

As Folhas de Ossaim

Ossaim é filho de Nanã Burucu, a velha deusa que ajudou a criar o homem com o lodo do fundo dos lagos (sim, foi com lodo mesmo!). Irmão de Omulu, o deus da varíola e das doenças contagiosas, passa sua vida a curar as moléstias que seu irmão sisudo, por algum motivo, se compraz em espalhar.

Ossaim exerce seu ofício utilizando-se de folhas e ervas medicinais.
Deste modo, sempre que há uma doença entre os deuses ele recorrem à sua cabacinha de ervas (também dita ató). Naturalmente que há um preço para tal, mas sempre um preço justo. (Que ele tenha cobrado, certa feita, pela cura da sua própria mãe não quer dizer nada, já que, segundo o preceito, cobrar pela cura é parte também da magia da cura).

Mas, como em todo monopólio, também aqui se geraram, ao longo do tempo, alguns descontentes.

– Já estou farto de, a cada dorzinha, ter de ir mendigar a Ossaim pela cura! – disse um belo dia Xangô, o deus do trovão, que de tanto cuspir fogo vivia com a boca cheia de queimaduras.

Outros deuses também se associaram rapidamente à revolta.

– É isto aí, basta de rastejarmos! – disse Oxóssi, o deus da caça.

– Que ele nos revele, já, os segredos da sua cabacinha! – disse Exu, o deus do leva-e-traz.

Então, foram todos em passeata à casa do deus da cura e lá aprontaram uma senhora alaúza.

– Basta de segredos! – exigia Oxum, a deusa das águas doces.

– Queremos, mais que tudo, a cabacinha! – berrava Exu a plenos pulmões.

Ossaim finalmente surgiu e escutou-se uma voz fininha, mas extremamente ríspida, exclamar:

– Que bródio maldito é este na porta da minha casa?

Quem falara, no entanto, não fora o deus da cura – já que ele nunca falava -, mas seu minúsculo porta-voz chamado Aroni, um duende pernalta da floresta. (Dizem que foi ele quem ensinou ao deus todos os segredos da cura, daí sua extraordinária influência)

Os deuses, porém, continuaram a dirigir suas queixas diretamente a Ossaim.

– Vamos, queremos o segredo da cura! – disseram todos, olhando fixamente para o deus.

Ora, quem conhecesse minimamente o  pequeno duende deveria saber que nada o irritava mais poderosamente do ver-se ignorado.

– Como ousais vir perturbar meu sossego? – disse ele, saltitando furiosamente na ponta do pezinho.

– Oh!, o seu sossego, é claro! – disse Xangô, colando o rosto ao do deus. – Parece que sossego é uma coisa da qual somente você desfuta, não é?

– Sim, é isso aí! – disse, inteiramente descabelada, Iansã, a deusa dos ventos. – Se tivesse de implorar a outrem pela sua saúde, não estaria aí neste sossego todo!

– Idiotas, mal sabeis o que dizeis! – disse Aroni, de cabecinha erguida e mãozinhas nas ancas.

De novo, Aroni foi totalmente ouvido, mas inteiramente não visto.

– Até quando, a cada novo resfriado, terei de vir mendigar as suas folhinhas? – disse a deusa dos rios a Ossaim, totalmente rouca, puxando para o lado a sua cabeleira molhada.

– Por que não experimenta secar de vez em quando o chinó, belezinha? – disse Aroni, lá embaixo.

– Atrevido! Dispenso as suas gracinhas, ouviste? – disse Oxum, lá em cima, a Ossaim.

Então Xangô, farto do bate-boca, deus seu ultimato:

– Vamos, passe-nos já as malditas folhas!

– É isto aí! Abra de uma vez a maldita cabacinha! – disse Exu, de ogó em punho.

– Malditos atrevidos! Quem pensais que sois para me intimar desse jeito? – disse o símile de saci, a pular freneticamente. – Dai no pé imediatamente ou chamarei meu irmão Omulu para espalhar em todos vós a varíola! (Ossaim, com a mão estendida, interpretava-lhe plasticamente as palavras do anão.)

No mesmo instante, as faces dos deuses tornaram-se mais brancas que as palmas das suas mãose, sem vergonha alguma, deitaram a correr para todos os lados.

– Ah! Ah! Ah! – fazia o duende, a segurar a pancinha com as duas mãozinhas. – Que valentões sois agora! Ah! Ah! Ah!

Mais acima, Ossaim, todo dobrado, deliciava-se também com os guinchos do seu porta-riso.

– Muito bem, é a guerra! – disse Xangô, ao chegar ao seu palácio.

No mesmo instante, o deus da justiça mandou chamar iansã, a deusa dos ventos.

– Já que o miserável não quer nos ceder o conteúdo da cabacinha, use o seu poder para trazer todas as folhas da mata até nós!

– Deixa comigo! – disse a deusa, soltando os cabelos e conjurando todos os ventos do mundo.

_Vão e voltem, ventos velozes! – disse ela, fazendo toda sorte de mandingas, de tal modo que logo um verdadeiro furacão se lançou na direção das matas de Ossaim.

– Que bagunça é esta? – disse ele pela boca do anão, assim que tudo começou a girar pela mata.

Agarrado às pernas do deus, Aroni tentava manter-se desesperadamente preso ao chão, enquanto o vento ao redor arrancava até a última folha das árvores.

Logo uma nuvem de folhas subiu aos céus e atravessou Oió inteira até chegar ao palácio do rei.

Todos os deuses saíram às ruas para comemorar o feito.

– Viva Iansã! Viva Xangô! – festejavam todos, junto com a ralé humana.

Uma chuva de folhas descia dos céus como o maná da outra mitologia.
Imediatamente, todos puseram-se a esfregar as folhas nas mais diversas partes do corpo, conforme a localização da dor, enquanto velhotas trotavam alegremente para casa a fim de preparar suas infusões milagrosas.

Infelizmente, por mais folhas que esfregasse, ou por mais bilhas de chá que tomassem, ninguém melhorava bulhufas dos seus padecimentos.

– Raios de folhas! Não funcionam! – disse Ogum, após esfregar mais de duzentas folhas no traseiro.

A maioria dos deuses já estava com a pele esfolada de tanta esfregação. Uma epidemia de diarréia veio associar-se também aos padecimentos, completando o desastre.

– Estas porcarias não servem pra nada! – disse Exu, atirando ao alto um punhado das folhas. – Não são as da cabacinha, eis o que é!

– A mim, só serviram pra dar alergia! – disse Oxum, sem conseguir parar de espirrar.

Uma urucubaca medonha parecia ter descido sobre a cidade, de tal modo que não houve outro jeito senão irem todos, outra vez, até a mata de Ossaim.

– Explique-se! – disse Xangô, despejando ao pé do deus o saco das folhas inúteis.

Ossaim explicou então – sempre pela boca do seu fiel porta-voz -, que as folhas não tinha poder açgum sem suas cantigas de encantamento.

– E se tentarem obtê-las a força terão em Oió, ainda hoje, a varíola! – disse o duende, sentado num cabungo, ao lado do deus, a balançar descansadamente a sua única perninha.

Ossaim mostrou Omulu a balançar-se na rede, ali próximo, com sua apavorante vestimenta de palha.

No mesmo instante, Xangô, como bom deus da justiça que era, cedeu.

– Está bem, você venceu – disse ele, com um sorriso amarelo.

– Belas palavras – disse Ossaim pela boca do fidelíssimo servo.

Então, num gesto de simpatia, o deus da cura resolveu dar uma folha a cada um dos deuses, junto com os respectivos ofós (que eram as cantigas de encantamento), para que curassem seus males.

E foi assim, na santa paz de Oxalá, que se encerrou o perrengue das folhas – embora haja quem jure ter visto Exu sair da mata, ainda a praguejar, com seu ogó visivelmente pendido.

(Extraído do livro: As melhores histórias da Mitologia Africana)

Com esse conto, podemos entender que cada conhecimento tem seu responsável, aquele que estudou, que é hábil a praticar determinado ofício. Isso fica bem claro ao se trabalhar com mitologia, já que cada um tem seu papel muito bem exposto.

Partindo desse conto, penso em algumas coisas que tenho visto em pouco tempo pra cá, algumas pessoas falando demais sobre assuntos os quais não tem competência e muito menos embasamento para falar. Ou então pessoas que se intitulam aquilo que não são… é muito triste ver por aí “profissionais” até mesmo de terapias alternativas, tão em alta hoje, ou em qualquer profissão que lide com pessoas, com a psique principalmente, atuando sem ao menos saber o que estão fazendo ou o que essa atitude irresponsável pode acarretar.

Fico feliz por ter essa preocupação sempre, e confesso, os contos de Ossaim são soa meus favoritos.

Fica aqui também uma homenagem à empolgação que estou em começar a aprender a lidar com minhas ervas e plantinhas, podendo aí ajudar bastante gente.

por hoje é isso.

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